top of page

CERCO, intervenção artística em Salvador (BA), 2017

Cartas pra você, performace/instalação com máquina de escrever que ficou disponível para interação do público, gerando em bobinas um poema contínuo, 2018

Não Ultrapasse, intervenção sobre a obra Sementes de Girassol do artista Ai Wei Wei, São Paulo, 2019

PRAGUINHAS
DO 
DESERTO!

image.png

Glorificação. Mesa, cadeiras, termos de uso de imagem,
responsabilidade, senhas, televisão, cavaletes, areia,
liquidificador, pessoas, música, suor, calor, confusão.
Dimensões variadas.

Você entra, olha em volta. Cadeiras. Revistas. Palavras
cruzadas já feitas. Uma TV — os bichos mais peçonhentos do
deserto. Você escolhe um lugar, senta. Senha na mão.
Sensações hipotéticas e provisórias. Os pensamentos se
colidem: O que nos espera? O que não nos falaram? Quem
entrará comigo? Quando vamos iremos entrar? Quando eu
vou sair? O que iremos encontrar?

O caráter da espera é sobretudo o intervalo da expectativa.
Aqui, o convite é exercitar, sem presa, as condições do tempo.
Uma pausa. Uma parada. Um prazo. Um momento de
curiosidade alheia do nos aguarda no outro lado da parede.
Mas o que são as praguinhas do deserto?

As praguinhas são insanamente contagiantes. Temos
desenvoltura e não paramos por aí. Toda situação é jogo e a
peteca nunca cai. Esperamos o momento, armamos o bote,
ficamos a espreita. Atentos ao sinal, à sirene, ao radio, ao
televisor, aos sonetos da última sinfonia — somente então te
entregamos o ouro

Não há respiro para essa experiência. .

A obra se organizou da seguinte maneira:

o visitante, antes de entrar na Casa, deveria ler e
assinar um termo de uso de imagem e
responsabilidade, no qual se comprometia em
respeitar o próximo como a si mesmo, e jurar
que tudo que dissesse sobre a experiência
com a obra seria automaticamente
considerado mentira. Foram cinco sessões de
20 minutos. Enquanto uma sessão estava em
andamento, os visitantes da sessão seguinte
esperavam na sala aqui representada.

RECUSE IMITAÇÕES

Somos, neste momento, integrados.

Antes de mais nada e apesar de tudo — celebre.

Estamos o tempo inteiro ou inteiramente em
tempo, comemorando incansavelmente

a incerteza
a duvida
a emoção
a descoberta

talvez seja esse o nosso propósito

a nossa cura

nossos planos são exageros,
nossas angústias combustíveis,
nossas dores propulsores e o nosso deboche um
meio,
um elemento químico pronto para ligar suas
estruturas ao imaginável,
e portanto,
ao infinito.

planejamos a devastação dos modos armados,
nossa arapuca nos serviu a glória,
enfeitada e enfeitiçada

festa como arte

 

a premissa para em uma quinta-feira sair para curtir com JBLs pela cidade fazendo uma farra entre amigos, amigos das artes

 

houveram quatro edições: uma no deck da orla do Guaíba, uma no Monumento ao Açorianos, o terceiro foi em uma casa de festas clandestina com direito a piscina e CDJ, uma semana antes da pandemia COVID-19 e deu o que falar! a parte mais engraçada do trabalho é que muitas pessoas se soltaram de verdade e meses depois mandavam mensagem dizendo que o estouro segurou os primeiros meses de confinamento com folga, sensação de que vivemos tudo o que há para viver antes do lockdown

 

quarta e última foi uma festa online realizada pelo edital FAC Virtual durante a pandemia

 

rolê ruim de 5ª foi essas loucuras que acontecem

e tchau

bottom of page